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Fernando Pessoa

Tópico: Você conhece alguma poesia, frase famosa???Então...se anime....colabore....e iremos enriquecer !!!!

Sol
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NÃO DIGAS NADA!

Não digas nada!
Nem mesmo a verdade
Há tanta suavidade em nada dizer
E tudo se entender
Tudo metade
De sentir e de ver...
Não digas nada
Deixa esquecer.

Talvez que amanhã
Em outra paisagem
Digas que foi vã
Toda essa viagem
Até onde quis
Ser quem me agrada...
Mas ali fui feliz
Não digas nada.
01:59 - 17/04/2006

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Respostas ao tópico: Você conhece alguma poesia, frase famosa???Então...se anime....colabore....e iremos enriquecer !!!!

Sol
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"TUDO VALE A PENA SE A ALMA NÃO É PEQUENA"(Fernando Pessoa)
02:01 - 17/04/2006 Apagar
Lindonor
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O que me dói não é
O que há no coração
Mas essas coisas lindas
Que nunca existirão

São as formas sem formas
Que passam sem que a dor
As possa conhecer
Ou as sonhar o amor

São como se a tristeza
Fosse árvore e, uma a uma,
Caíssem suas folhas
Entre o vestígio e a bruma


Fernando Pessoa
19:45 - 05/09/2006 Apagar
Sol
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"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem."(Fernando Pessoa)
17:29 - 14/07/2007 Apagar
Ana
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Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte disso, tenho em mim todos os sonhos do mundo...
22:57 - 14/07/2007 Apagar
Ana
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Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?
( Fernando Pessoa)
22:59 - 14/07/2007 Apagar
liberty
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Se alguém bater um dia à tua porta,
Dizendo que é um emissário meu,
Não acredites, nem que seja eu;
Que o meu vaidoso orgulho não comporta
Bater sequer à porta irreal do céu.
Mas se, naturalmente, e sem ouvir
Alguém bater, fores a porta abrir
E encontrares alguém como que à espera
De ousar bater, medita um pouco. Esse era
Meu emissário e eu e o que comporta
O meu orgulho do que desespera.
Abre a quem não bater à tua porta!


Fernando Pessoa, 5-9-1934.
19:17 - 06/10/2007 Apagar
liberty
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Fernando Pessoa
Poesias Inéditas

Bem, hoje que estou só e posso ver

Bem, hoje que estou só e posso ver
Com o poder de ver do coração
Quanto não sou, quanto não posso ser,
Quanto se o for, serei em vão,
Hoje, vou confessar, quero sentir-me
Definitivamente ser ninguém,
E de mim mesmo, altivo, demitir-me
Por não ter procedido bem.

Falhei a tudo, mas sem galhardias,
Nada fui, nada ousei e nada fiz,
Nem colhi nas urtigas dos meus dias
A flor de parecer feliz.

Mas fica sempre, porque o pobre é rico
Em qualquer cousa, se procurar bem,
A grande indiferença com que fico.
Escrevo-o para o lembrar bem.




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Remetente : Arcileia

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19:26 - 06/10/2007 Apagar
liberty
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Caminho a teu lado mudo
Sentes-me, vês-me alheado ...
Perguntas: Sim... Não ... Não sei...
Tenho saudades de tudo...
Até, porque está passado,
Do próprio mal que passei.
Sim, hoje é um dia feliz.
Será, não será, por certo
Num princípio não sei que
Há um sentido que me diz
Que isto — o céu longe e nós perto
É só a sombra do que é ...

E lembro-me em meia-amargura
Do passado, do distante, E tudo me é solidão ...
Que fui nessa morte escura?
Quem sou neste morto instante?
Não perguntes ... Tudo é vão.




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19:29 - 06/10/2007 Apagar
liberty
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Como




Como se cada beijo

Fora de despedida,

Minha Cloe, beijemo-nos, amando.

Talvez que já nos toque

No ombro a mão, que chama

À barca que não vem senão vazia;

E que no mesmo feixe

Ata o que mútuos fomos

E a alheia soma universal da vida.




* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
19:31 - 06/10/2007 Apagar
liberty
avatar
Como




Como se cada beijo

Fora de despedida,

Minha Cloe, beijemo-nos, amando.

Talvez que já nos toque

No ombro a mão, que chama

À barca que não vem senão vazia;

E que no mesmo feixe

Ata o que mútuos fomos

E a alheia soma universal da vida.




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19:34 - 06/10/2007 Apagar
liberty
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Deixa-me ouvir o que não ouço...

Deixa-me ouvir o que não ouço...
Não é a brisa ou o arvoredo;
É outra coisa intercalada...
É qualquer coisa que não posso
Ouvir senão em segredo,
E que talvez não seja nada...

Deixa-me ouvir... Não fales alto !
Um momento !... Depois o amor,
Se quiseres... Agora cala !

Tênue, longínquo sobressalto
Que substitui a dor,
Que inquieta e embala...

O quê? Só a brisa entre a folhagem?
Talvez... Só um canto pressentido?
Não sei, mas custa amar depois...
Sim, torna a mim, e a paisagem

E a verdadeira brisa, ruído...
Vejo-me, somos dois...

19:36 - 06/10/2007 Apagar
liberty
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Da minha idéia do mundo

Da minha idéia do mundo
Caí...
Vácuo além do profundo,
Sem ter Eu nem Ali...
Vácuo sem si-próprio, caos
De ser pensado como ser...
Escada absoluta sem degraus...
Visão que se não pode ver...

Além-Deus ! Além-Deus! Negra calma...
Clarão do Desconhecido...
Tudo tem outro sentido, ó alma,
Mesmo o ter-um-sentido...

19:39 - 06/10/2007 Apagar

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